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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Encontros com o Património: 21 de Julho a 1 de Setembro

O programa de rádio “Encontros com o Património”, uma colaboração IGESPAR|TSF, é reemitido entre os dias 21 de Julho e 1 de Setembro, das 11h às 12h.

Mais informações:
http://www.ippar.pt/

Balanço de Visitantes da exposição José Saramago. A consistência dos sonhos

José Saramago. A consistência dos sonhos.
Instituto dos Museus e da Conservação – IMC, IP
Nota de Imprensa, 31 de Julho de 2008

A exposição José Saramago. A consistência dos sonhos foi organizada pela Fundação César Manrique e comissariada por Fernando Gomez Aguillera, esteve patente ao público na Galeria do Rei D. Luis I no Palácio Nacional da Ajuda no período de 24 de Abril a 27 de Julho e contou com um total de 12.594 visitantes (média diária de 154 visitantes).

Tendo tido o apoio do Ministério da Cultura através do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB) a exposição contou com uma forte componente multimédia, fotografias, primeiras edições, notas pessoais e documentos provenientes da BNP.

Foram desenvolvidas actividades ao longo da exposição como visitas guiadas destinadas ao público em geral, escolas e instituições; um Curso Livre sobre Saramago que contou com a participação de Maria Isabel Rocheta, José Manuel Mendes, Miguel Real, Paula Morão, Ana Paula Arnault e concertos no âmbitos de parcerias com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e o Quarteto Vianna da Motta.

Fonte: Lista de discussão MUSEUM

Oferta de emprego em galeria…

Divulgamos oferta de emprego na área das artes plásticas.

Galeria de Arte/Linha de Cascais
Assistente/Part-Time
Tarde/Noite
20/40 anos
Boa apresentação e comunicabilidade.
Conhecimentos de Word e Inglês falado
Preferência conhecimentos de Arte e
Residência na Linha de Cascais
Currículo e referências

Resposta para:
pedro67carvalho@gmail.com

Fonte: Lista de discussão MUSEUM

Debate: Profissões Museais… a situação portuguesa, 8 Out. 2008

Divulgamos aqui o debate que se realizará no dia 8 de Outubro de 2008 sobre o tema das profissões de museu no contexto actual português.

As profissões dos museus são cada vez mais complexas, quer do ponto de vista de descrições funcionais, quer ainda do ponto de vista da legislação e da formação. Este é um assunto que está na ordem do dia, não só em Portugal como por toda a Europa, Brasil, e muitos outros países.

Aproveitando a reunião anual do ICTOP em Lisboa (Comité Internacional do ICOM para a Formação), o ICOM-PT vai promover, no dia 8 de Outubro, um encontro para debater estas questões de grande actualidade.

São convidados Angelika Ruge (Presidente do ICTOP), Graça Filipe (ICOM-PT) e Filipe Mascarenhas Serra (ICOM-PT), num debate iniciado e orientado por Luís Raposo (Presidente do ICOM-PT).

Local: Auditório da Biblioteca Victor de Sá, Universidade Lusófona
Data: 8 de Outubro de 2008, 15 h

Organização conjunta: ICOM-PT e ICTOP

No âmbito do Encontro Profissões Museais: O Referencial Europeu e a Situação Portuguesa (8 de Outubro de 2008), o ICOM-PT vai promover a divulgação de um importante documento de referência sobre o tema, produzido recentemente pelo ICTOP - Comité Internacional do ICOM para a Formação: Referencial Europeu das Profissões Museais.

(in site ICOM Portugal)

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Mais informações:
http://www.icom-portugal.org/

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Maré Memória


“Pouco importa à palafita
que a cidade se deslustre.
Ela serve, a quem a habita,
de palacete palustre.

Ela forma o mais perfeito
conjunto habitacional,
pois não se tem o direito
de julgá-la bem ou mal.

Ela vem porque precisa
vir assim como ela é.
Vem tal como vem a brisa
ou como vem a maré.

Vem da própria natureza,
filha de tempos antigos,
e fica no mangue presa,
parindo humanos abrigos.

Ela vem do próprio homem,
que, civilizado ou não,
jamais impede que o tomem
por um ser da escuridão,

um ser de volta às cavernas
de sua alma escura e fraca,
que até nas eras modernas
põe a vida em lama e estaca,

com a pré-história no sangue
como atávica doença
que estende por todo o mangue
a sua raiz imensa.

A palafita é igual
a si mesma e mais nada:
é sala, é quarto, é quintal
de quem mora sem morada.

Em resumo a palafita,
mãe ou filha da maré,
não é feia nem bonita

alta ou baixa, apenas é."

José Chagas

In Livro Maré Memória

domingo, 20 de julho de 2008

Identidade e Memórias


O passado habita a casa do presente que, por sua vez, habita a casa do futuro e reinventa a casa do passado com o companheirismo da memória, do espaço, das coisas, das imagens e das palavras. E afinal, de que são feitas as casas se não desses ingredientes regados num caldo cultural próprio e específico?

“O passado, o presente e o futuro – diz o autor de A poética do devaneio – dão à casa dinamismos diferentes, dinamismos que não raro interferem, às vezes se opondo, às vezes excitando-se mutuamente. Na vida do homem, a casa afasta contingências, multiplica seus conselhos de continuidade. Sem ela, o homem seria um ser disperso. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e da vida. É corpo e é alma. É o primeiro mundo do ser humano.” (Bachelard, 2003, p.26)

Ainda que a casa seja tudo isto que até agora se disse sobre ela e muito mais, resta articular essas idéias com a categoria casa museu. Para iniciar essa articulação, pode-se fazer o exercício de ler as casas museus a partir das três zonas (“estar”, “repouso” e “serviço”) presentes em todas as casas. Uma leitura por esse viés, especialmente se realizada numa perspectiva comparativa, propiciaria uma compreensão arquitetônica, histórica e social da casa museu; permitiria perceber o lugar da casa na sociedade, o lugar dos habitantes na casa, particularmente o lugar dos homens, das mulheres e das crianças, e até mesmo o valor estético da casa museu, como expressão da criação humana; mas essa leitura não tocaria na dimensão poética, filosófica e política da casa museu. Afinal de contas, porque essa casa – e exatamente essa casa – foi transformada em uma casa museu? Por que essa casa deixou de servir como habitação de pessoas, foi ressignificada, e passou a ser um espaço explicitamente poético e político? Por que a vontade de memória, a vontade de patrimônio e a vontade de museu se concentraram nessa casa - e exatamente nessa casa - transformando-a num espaço de teatralização do passado e de criação de memórias do futuro?

São muitas as perguntas, mas, como aconselha Rainer Maria Rilke, é preciso vencer o desejo juvenil de querer responder apressadamente a todas as perguntas. É recomendável aprender a conviver com elas, dormir e acordar com elas, para que elas (as perguntas) possam fazer em nós o trabalho que lhes compete fazer.

As casas museus (sejam elas casas das camadas populares, das classes médias ou das elites sociais e econômicas), a rigor, são casas que saíram da esfera privada e entraram na esfera pública, deixaram de abrigar pessoas, mas não deixaram necessariamente de abrigar objetos, muitos dos quais foram sensibilizados pelos antigos moradores da casa. As casas museus e os seus objetos servem para evocar nos visitantes lembranças de seus antigos habitantes, de seus hábitos, sonhos, alegrias, tristezas, lutas, derrotas e vitórias; mas servem também para evocar lembranças das casas que o visitante habitou e que hoje o habitam.

Para Walter Benjamin, que visitou a casa museu de Goethe e sonhou, os museus são casas de sonho do coletivo. Por essa vereda, as casas museus podem ser compreendidas como casas que propiciam sonhos de casas e que unem universos individuais e particulares com universos coletivos.

Não há dúvida de que a casa museu encena uma dramaturgia de memória toda especial, capaz de emocionar, de quebrar certas barreiras racionais, de provocar imaginações, sonhos e encantamentos. Por isso mesmo, é preciso perder a ingenuidade em relação às casas museus: elas fazem parte de projetos políticos sustentados em determinadas perspectivas poéticas, elas também manipulam os objetos, as cores, os textos, os sons, as luzes, os espaços e criam narrativas de memória com um acento lírico tão extraordinário que até os heróis épicos, os guerreiros valentes e arrogantes, e os homens cruéis e perversos são apresentados em sua face mais cândida e humana; afinal eles estão em casa, e ali eles precisam dormir em paz, receber visitas, comer e atender a outras necessidades físicas. As casas museus, assim como os documentos, os signos e todos os outros museus, podem ser utilizadas para dizer verdades e para dizer mentiras. O que fazer? Fugir das casas museus como quem foge de casas mal assombradas? Haverá um outro caminho? Talvez seja possível exercitar uma nova imaginação museal que, abrindo mão da ingenuidade, valorize a perspectiva crítica, sem abrir mão da poética, e busque conectar a casa museu com as questões da atualidade, com os desafios do mundo contemporâneo. O exercício de uma nova imaginação museal também permitiria e estimularia a criação de novas casas museus, casas que encenassem novas dramaturgias, que valorizassem a dignidade social, o respeito às diferenças, o respeito aos direitos humanos, à liberdade, à justiça; que registrassem no presente e projetassem no futuro a memória criativa daqueles cuja memória é freqüentemente esquecida, silenciada, apagada...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Museu Nacional Ferroviário


Foto de João Alfaro

domingo, 13 de julho de 2008

MUSEUS, MEMÓRIAS E MOVIMENTOS SOCIAIS

Mário Chagas[1]
I
Da modernidade ao mundo contemporâneo os museus são reconhecidos por seu poder de produzir metamorfoses de significados e funções, por sua aptidão para a adaptação aos condicionamentos históricos e sociais e sua vocação para a mediação cultural. Eles resultam de gestos criadores que unem o simbólico e o material, que unem o sensível e o inteligível. Por isso mesmo, cabe-lhes bem a metáfora da ponte lançada entre tempos, espaços, indivíduos, grupos sociais e culturas diferentes; ponte que se constrói com imagens e que tem no imaginário um lugar de destaque.
Durante longo tempo os museus serviram apenas para preservar os registros de memória e a visão de mundo das classes mais abastadas; de igual modo funcionaram como dispositivos ideológicos do estado e também para disciplinar e controlar o passado, o presente e o futuro das sociedades em movimento. Na atualidade, ao lado dessas práticas clássicas um fenômeno novo já pode ser observado. O museu está passando por um processo de democratização, de ressignificação e de apropriação cultural. Já não se trata apenas de democratizar o acesso aos museus instituídos, mas sim de democratizar o próprio museu compreendido como tecnologia, como ferramenta de trabalho, como dispositivo estratégico para uma relação nova, criativa e participativa com o passado, o presente e o futuro. Trata-se de uma denodada luta para democratizar a democracia[2]; trata-se de compreender o museu como um lápis[3], como uma singela ferramenta que exige certas habilidades para ser utilizada. A metáfora do lápis sugere a necessidade do aprendizado da técnica de manipulá-lo, aliada a um processo de aprender a ler e a escrever. Ainda assim, mesmo que o indivíduo seja alfabetizado, mesmo que ele saiba ler e escrever o mundo, não se tem nenhuma garantia sobre a orientação ideológica das histórias e narrativas que poderá escrever e ler
[1] Poeta, museólogo, mestre em Memória Social (Unirio) e doutor em Ciências Sociais (Uerj), professor adjunto da Unirio e coordenador técnico do Departamento de Museus e Centros Culturais do Iphan.
[2] Ver SANTOS, Boaventura de Souza (org.). Democratizar a democracia: os caminhos da democracia participativa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
[3] Compreendendo que os museus tanto servem para acender como para apagar memórias, a professora Regina Abreu sugeriu que eles também sejam considerados como borrachas. Reunindo essas duas imagens podemos pensar nos museus como lápis que levam em si uma borracha.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O Museu como agente de mudança...

Para que o Museu possa ser agente de mudança, ele tem que ter em si as condições necessárias à incubação: Os meios técnicos, os recursos humanos, etc. mas a real transformação só é operada quando o Museu está ciente da sua importância e responsabilidade para a comunidade de que faz parte: enquanto instrumento de comunicação por excelência, sendo agente activo de mudança de mentalidades, sendo um instrumento educativo, intervindo na comunidade, envolvendo-se nos problemas que a afectam e procurando contribuir para a sua resolução, sendo um espaço sem exclusões, aberto à sociedade, ao conhecimento e à cultura, à descoberta do prazer, à reflexão, à contemplação, à participação, à compreensão e à inquietação.Enfim, por tudo isto, podemos afirmar que identidade e memória, enquanto espaços museológicos reforçam-se mutuamente, porque sabemos de onde vimos, conhecemos as nossas raízes, destinguimos o que nos une e o que nos separa, assim estamos aptos a entender a relação entre cultura e memória, que é expressa na atitude cultural, isto é, no lembrar, recordar, no assumir a importância em aprender com a experiência e com o que nos rodeia.

Safira

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sugestão de leitura: “Heritage Learning Matters”

June 26, 2008 by Safira

Heritage Learning Matters: Museums and Universal Heritage
Vários Autores: Graham Black (UK), Fiona Cameron (Australia), Elaine Heumann Gurian (USA), Eilean Hooper-Greenhill (UK), Lynda Kelly (Australia), Feng Yin Ken (Taiwan), Eva Reussner (Germany), Heidemarie Uhl (Austria), W. Richard West, Jr. (USA), Henrik Zipsane (Sweden) (entre outros)
Edição: Hadwig Kraeutler (http://www.schlebruegge.com/)
Descrição Física: 300 p.
ISBN 978-3-85160-131-2

Sobre o livro:

Museums have been described as trusted and powerful sources of learning and inspiration, safe places for the exploration of ideas, and vital partners in communal efforts to transfer diverse narratives and knowledge. In many people’s lives, however, museums do not figure at all. Others experience them as excluding, very academic, boring, and irrelevant.

Museums, in reciprocity with the communities they serve, construct and take responsibility for interpretations of heritage, of ‘our’ and ‘other’ worlds. This heritage may be expressed in object collections and materiality, but also in languages, relations, and mentalities. What institutional and social structures can help to make this heritage sharing democratic, egalitarian, broad and inclusive? Are there concepts, ‘success factors’ or results of empirical research which warrant ‘best practice’ and a truly socially integrated use of museums for learning?

What missions, planning, and activities will help museums to engage with diverse audiences, also with those not yet reached or represented? What are tested approaches and key messages that museum communicators and museum educators should adopt? How do we convey the value of museum and heritage learning to the policy-makers in the museum and to the outside, to politicians, the media, or the public at large?

The ICOM/CECA’07-Conference volume offers many opportunities for contemplating these issues.

More than 50 contributions – major papers by renowned museologists and case studies by museum communicators from around the world – reflect topical investigations and current practices, and invite the readers to take part in an ongoing discussion.

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SUBSCRIPTION

The ICOM/CECA’07-Conference volume will be published in summer 2008 by SCHLEBRÜGGE.EDITOR in Vienna.

The volume can be ordered from now on until July 31st at the subscription price of € 28,- (+ € 4,- postage), price after that date: € 38,-. Please send your subscription (with your name and address) to schlebruegge.editor@aon.at. We will confirm receipt of your subscription by mail.

Note: you can order by email to schlebruegge.editor@aon.at

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Fonte: Icom-L Mailing List