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sábado, 29 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

sábado, 1 de dezembro de 2012

O 1º de Dezembro e a Casa de Bragança



Quando há 372 anos o 8º duque de Bragança deixou o paço ducal onde vivia com a sua mulher, D. Luisa, e os seus três pequenos filhos, D. Teodósio, D. Joana e D. Catarina não sabia se algum dia poderia voltar a estar com a sua família na terra que o vira nascer. Ia desempenhar uma missão de altíssimo risco, cuja baixa probabilidade de êxito era inversamente proporcional à enorme sede de revolta que a motivava. Foi um acto heróico do mais directo descendente d'el-rei D. João I e de D. Nuno Álvares Pereira, que 255 anos antes tinham tido a mesma coragem para impedir que Portugal caísse em mãos de estrangeiros.
Já rei, teve o Restaurador a preocupação de assegurar que o paço de Vila Viçosa e todo o património da sua nobre família não se confundissem nunca com os bens da Coroa que os Portugueses lhe confiaram. Determinou então que aqueles bens passassem a constituir a Casa do Príncipe Real, D. Teodósio e, daí em diante, de todos os primogénitos dos reis seus sucessores.

Esta separação sábia resistiu a 28 anos de guerra da restauração, a Pombal, às invasões francesas, às lutas liberais, aos tarados da 1ª república. A tudo, excepto à insídia de Salazar, que em 1933 decretou o confisco ignóbil dos bens da Casa de Bragança e instituiu a fundação com o mesmo nome, hoje discretamente presidida pelo mediático Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

Com ou sem feriado, festejar o 1º de Dezembro deve passar por exigir a restituição dos bens da Casa de Bragança aos legítimos representantes desta família, que em 1640 respondeu afirmativamente e com muita coragem ao apelo colectivo para encabeçar a enorme aventura que foi libertar Portugal.

in Blog 31 da Armada

sábado, 13 de outubro de 2012

Os Cataventos




De construção muito simples, o catavento é composto por uma lâmina que gira em torno de um eixo pela acção do vento. Vem desde os tempos dos gregos e além de indicador da direcção do vento serve ao mesmo tempo de ornamento.
Durante a Idade Média começa a ter grande difusão e aparece usualmente como remate das torres das igrejas. Começou por ser um sinal de nobreza e só as casas nobres, eclesiásticas e militares tinham o direito de o possuir.
Foi publicado um trabalho na Revista Portugália, tomo II, fasc. 3º, no Porto, em 16 de Julho de 1907) sobre os cataventos, que ora aproveitamos.
A meteorologia popular, presume-se pelo vento que soprar à meia noite no dia da Senhora das Candeias (2 de Fevereiro), o vento dominante durante o resto do ano. Avalia-se pelo vento do Dia de São Miguel (29 de Setembro), o estado do Inverno que se aproxima, assim como se infere da direcção observada à uma hora da tarde do Dia da Senhora da Ascensão qual o vento estival de predomínio.
A «maré pica de cima» ou «a maré pica de baixo» são as fórmulas com que ordinariamente se distinguem os ventos norte e sul que anunciam bom ou mau vento.

Os cataventos também são conhecidos por grimpas. Frequentemente é uma bandeirola movendo-se em torno de um eixo vertical que indica a direcção do vento e certos estados atmosféricos. Rara é a torre que não remata em veleta. De dia e sem névoa, a freguesia tem na sede o instrumento que logo o elucida, mais ou menos grosseiramente, sobre o tempo provável.

Em termos ornamentais, e sobretudo a partir dos séculos XV e XVI, os motivos são os mais variados: anjos, setas, temas mitológicos, barcos, insígnias eclesiásticas, animais, etc. Umas vezes a decoração exclui a ventoinha e apenas consiste em combinações de folhas e flores, aves, fauna, figuras humanas e cúpidos, de loiça, ferro, chumbo ou zinco.
Normalmente a flecha é simples, associada a folhagens, à cruz e à esfera armilar. Por vezes, combina-se a bandeirola com a flecha.
Nesse trabalho, são ainda indicados os seguintes motivos ou figuras:

• Cravos e coroa de espinhos;
• Aves geminadas;
• Peixes;
• Leões;
• Dragos da fauna mítica;
• Iconografia dos anjos e religião (mitra, báculo, cálice, sol, arco e seta, espada;
• Temas não convencionais (um homem sobre um sol e que consulta os astros,
• Moinhos de vento, com panos e varais;
• Bonecos de madeira que se colocam nas hortas, nos jardins e nos campos.

São também conhecidos os corrupios e gregórios que fazem as delícias das crianças e que se movimentam com a força do vento.
Os temas náuticos, como barcos, peixes, sereias e outros, são muito vulgares nas cidades ou vilas portuárias.
Um dos motivos usuais era o arcanjo S. Miguel ao qual se atribuía a protecção ao raio. No entanto o galo aparece com mais frequência e ainda nos dias de hoje. Recordava ao clero a vigilância e lembrava ainda o arrependimento de S. Pedro. Além disso desde sempre que o galo era considerado profeta do tempo e o seu canto afugentaria os maus espíritos e todas as calamidades.
Mais recentemente, além das torres das igrejas, podemos ver cataventos em moinhos, faróis e outros tipos de construções. Além da lâmina alguns têm também indicação dos quatro pontos cardeais.
Nos navios o catavento não terá este aparato todo e o aspecto decorativo foi posto um pouco de parte. O objectivo é saber a direcção do vento, nestes casos a direcção aparente, de modo a manobrar melhor as velas. Diversos tipos são usados ainda hoje. Desde uma bandeira de chapa ou outro material a tope do mastro grande até a fitas de tecidos leves nos brandais ou bandeiras nas bordas são o auxiliar suficiente para detectar as mudanças de vento.  Bandeira catavento e girouette com indicação do limite de orça.

A electrónica também já invadiu a tradição e a qualquer momento é possível ler a direcção do vento, aparente ou mesmo real, com uma precisão de grau. Mesmo assim o antigo encanto de olhar a tope ou para as flâmulas içadas não se perdeu e ainda podemos ver os olhares a lerem o vento pelas fitas dos brandais ou pelo drapejar das bandeiras.

Na náutica existem algumas expressões associadas a este instrumento, e catavento pode também querer dizer o lugar onde se coloca o oficial que comanda a manobra. Se a ausência de vento for completa, ou quase, também se diz que o catavento está morto! Mas pelo menos este ressuscita com qualquer brisa.
A Energia Eólica é a energia que provém do vento. O termo eólico vem do latim Aeolicus, pertencente ou relativo a Éolo, deus dos ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento.
O Deus do vento, filho de Netuno e que habitava a ilha de Eólia, numa caverna onde guardava os ventos. Éolo costumava perseguir as nuvens, levando-as para sua caverna, na intenção de que esse seu ato resultaria em bom tempo.
Aeolicus, pertencente ou relativo a Éolo, deus dos ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento.
O Deus do vento, filho de Netuno e que habitava a ilha de Eólia, numa caverna onde guardava os ventos. Éolo costumava perseguir as nuvens, levando-as para sua caverna, na intenção de que esse seu ato resultaria em bom tempo.

O Adagiário ligado ao vento:

• De Espanha nem bom vento nem bom casamento.
• Quem semeia ventos colhe tempestades.
• Palavras, leva-as o vento.
• Enquanto há vento molha-se a vela.
• Água e vento são meio sustento.
• Vento de Ramos, vento do ano.
• Com vento se limpa o trigo e os vícios com castigo.
• A ignorância e o vento são do maior atrevimento.
• Miragem que espante, vento de Levante.
• Mulher, vento e ventura, são de pouca dura.
• O que o vento traz, o vento leva.
• Vai-se o vento com o tempo.
• Vento baixo e beiras a correr é sinal de chover.
• Vento suão, água na mão.
• Se tens vento e depois água, deixa andar que não faz mágoa.
• De caldo requentado e de vento de buraco, guarda-te deles como do Diabo.
• Ande o vento por onde andar nos Passos está em Ovar.
• Quando há vento é que se iça a vela.
• Vento contra a corrente, levanta mar imediatamente.
• Vaga ao revés encrespada vai dar-te o vento saltada.
• Quem foi ao vento, perdeu o assento.
• Com vento de nordeste até o marinheiro enjoa.
• Lugar ventoso, lugar sem repouso.
• O vento ajusta a palha e depois espalha.

domingo, 5 de agosto de 2012

" Proxenetismo cultural assistido _ a morte lenta da cultura "




" Desta minha bancada ... "


.Muito saturada de um alter.ego.centrismo reinante ( o termo é tão propositado e semanticamente conflituante quanto a prática que exprime) , ora vejamos ... vivemos tempos em que se tem como normal pedir , melhor será dizer coagir, artistas ...a trabalhar de graça ( pro bono ) para o bom nome de políticos e tecnocratas que assim se vão mantendo à tona do sistema. Eles / elas , os tecnocratas _ animados animadores , de tudo e de nada, cumprem e até superam os "objectivos" , negociados inter-pares, porque "heroicamente" conseguiram persuadir gente que vive do seu trabalho , da sua arte, a trabalhar à borla. Com esta arte negocial conseguem classificações de excelente, atingem o cume do SIADAP e tornam-se "aquela máquina" ( Lembram-se da Regisconta ? ). Na perspectiva de quem os classifica são "funcionários que realmente funcionam". Não ganham mais por isso porque não há dinheiro, mas seguram o lugar, o que já não é mau, mesmo que essa reputada "excelência" aumente a exclusão e a fragilidade daqueles que, estando fora do sistema, só lhes resta aceder a tão bárbaras condições. Quanto aos politicos, na sua maioria, mesmo os mais letrados, vêm nestes "negociadores encartados " o supra-sumo do expediente e dos bons oficios à causa, até porque, com tais resultados, lhes alimentam a ilusão de que têm uma consistente base politica de apoio. Alimentam-se assim uns e outros como massa para fermento, crescem e multiplicam-se. Está instituído o proxenetismo culturalmente assistido. Os artistas ( e cabem aqui , actores, bailarinos, cantores mais ou menos líricos, cenógrafos, pintores , escultores, cineastas, escritores) um rol sem fim, que fazem tudo por nada à espera de ... alguma coisa. À espera de Godot, continuam à espera ... . É absurdo que estejamos cada vez mais a dar para este peditório, a desinvestir no ensino das artes, na exigência e na valorização de artistas e artifices, na diferenciação dos criadores. Como podemos ter cidades criativas, "economias criativas " (agora tão na moda), se tratamos mal os criadores, se metemos tudo num saco de gatos , as tão "queridas", colectivas de artistas , um arrazoado "artistico-metafórico" populismo que serve TUDO e não serve a ninguém e que apenas alimenta o parasitismo dos negociadores do sistema ? Falta uma visão holística, um modelo integrado , claro e persistente, assente na participação, exigente e diferenciador do mérito, assente na melhoria contínua numa forte participação. Temos que saber porquê, para quê e com quem fazemos as coisas. Não dá continuarmos a ter agendas culturais que mais parecem listas telefónicas, números de náufragos que sobrevivem à tona do sistema. Na crise intensa que vivemos isto é puro desperdício. Lixo cultural ( Spam ) . Ruído _ feira de vaidades. A cultura, enquanto serviço público, tem que ser algo profundamente comprometido com a felicidade e bem-estar das pessoas. Algo que visa elevação, que puxa para cima. Algo persistente e socialmente responsável, que nos torna mais fortes. Algo permanente e seguro que cria lastro , que é plural e cosmopolita. Que ganha escala porque trabalha em escala, que conhece o território e aposta FORTE na identidade ( na transmutação das identidades e nas sua dinâmicas ) . Ao invés disto, vivemos na sociedade dos "eventos", dos efeitos, do supérfluo, entre o nada ou quase nada de alguns e a abastança de outros, mas sobretudo na generalizada falta de responsabilidade política. Vivemos entre o luxo e o lixo. Vivemos na cultura ligth do "é tão giro" , do jeitosinho que também pinta, da jeitosinha que faz uma coisinhas para entreter os dias mas que é boa pessoa ... e outras considerações subjectivas, num total desrespeito pelos profissionais, pelos públicos e utilizadores, pelos criadores (esses seres estranhos, por vezes com muito mau feitio, que mudam a face da terra e a paisagem das cidades, mas que têm o grande defeito de amar demais, de querer muito e a ingenuidade de falar livremente). A banalização da dita cultura não serve a ninguém, é um artificio populista "local" que deslocaliza a cada dia que passa quem tem a pretensão de viver dos oficios da cultura e com esse provento pagar a água, luz e renda de casa. Chega de querer federar artistas e criadores culturais em projectos populistas, de duvidosa qualidade, que só servem quem deles se aproveita para alindar a sua folha de serviço. Não é com as colectivas de artistas que lá vamos ... há lugar para TODOS , mas cada um no seu lugar. Por favor ... !


Isto tudo somado ao síndrome do "artista local" , uma veneradíssima categoria de artista que prolifera como cogumelos e que tem sempre uns espacinhos para aumentar a criação . Lembro-me das sábias palavras do grande poeta Manoel de Barros , que trazia para a poesia toda a bicharada, fantasias e lentidões do denso pantanal ( lesmas, formigas ... ) , a epifania das águas, o brejo que o viu nascer mas que nunca quis ser chamado de "poeta pantaneiro" e ele lá sabia porquê ...


Isabel Victor










sexta-feira, 22 de junho de 2012

Seminário - "ATRAVESSAR PONTES ENTRE ESCOLAS E MUSEUS"

Caros amigos e colegas,
Aqui vai mais um "call for papers" fresquinho para um Seminário que vai acontecer na nossa cidade com organização de alguns dos membros da nossa rede. Estejam atentos!
Um grande abraço
da alice
A Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) e a Fundação de Serralves realizam nos dias 12, 13 e 14 de Outubro de 2012, em Serralves (Porto - Portugal) o seminário “Atravessar pontes entre escolas e museus”.
Este encontro surge no seguimento do seminário realizado em Fevereiro no Museu Colecção Berardo e Casa das Histórias Paula Rego -“Construir Pontes entre Escolas e Museus”, integrado no projecto ITEMS – Innovative Teaching for European Museum Strategies. O objectivo principal destes seminários é promover a discussão sobre temas pedagógicos na relação entre professores e educadores de museus, estreitando as relações entre escolas e museus e apresentando alternativas à forma tradicional como os museus e as suas actividades se apresentam ao público.
Os interessados em apresentar uma comunicação neste seminário devem enviar proposta até ao dia 31 de Julho para o emailpontes@apecv.pt com as seguintes informações:
  • Título;
  • Nome autor(es);
  • Afiliação;
  • E-mail e telemóvel;
  • Resumo até 750 palavras;
  • 3 a 5 palavras chave.
Caso a proposta de comunicação seja aprovada os autores deverão enviar o texto até 1 de Setembro.
 
Mais informações e inscrições em http://pontes.apecv.pt/
 
Cumprimentos
 
Patrícia Castro
APECV
Rua do Heroismo, 354 - 1º Andar - Sala 2
4300-256 Porto
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