Este blogue discorda do acordo ortográfico.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Neste Natal...

Neste Natal…
O Sol no centro da galáxia vai brilhar
A Luz, o calor vai-nos fazer chegar
O Som dos sinos vai anunciar… que é Natal
Uma reacção de Amor vai acontecer
Exo ou endotérmica estará a brotar
Com uma vareta vamos tudo mexer
E grande energia vai-se libertar
Um circuito de luzes está a decorar
Uma escola reflectida num filtro de mil cores
Onde os alunos vão felizes, estudar e partilhar
Nos laboratórios como se fossem doutores
Numa bureta está a poção especial?
Ou será que está dentro de um balão?
Gota a gota flui a amizade do Natal
E a construção de um grande coração
Do micro ao macro, somos todos importantes
Nesta longa calha o atrito é fundamental
Faz-se muito perto os que estão distantes
Para que sempre seja Natal!
domingo, 12 de dezembro de 2010
Festa dos Presépios - Tradição Rural

O presépio está em frente à igreja e ontem foi visitado por crianças da Ludoteca, a quem foi explicado o significado das figuras. “A maior parte das crianças já não sabe o que é o presépio. Só conhecem o Pai Natal e a Árvore de Natal”, referiu Conceição Amaral, da Terra Culta, entidade coordenadora do projecto.
“No meu tempo juntávamo-nos todos. Cantávamos as Janeiras. Agora, as pessoas estão de costas voltadas”, sublinha Alexandre Bonina, recordando uma aldeia com quase três mil habitantes e que agora é a menos populosa do concelho de Lagos, com apenas 868 residentes, metade dos quais estrangeiros.
Recuperar a memória do Natal tradicional e apresentá-la em presépio a encher o vazio da comunidade é o objectivo de um projecto iniciado em 2003 e que tem atraído cada vez mais aldeias, desde as 11 iniciais, quando ainda se fazia concurso, até às 24 deste ano, mais quatro do que no ano passado. Ganha o interior algarvio e também a curiosidade pelos caminhos da tradição.
Há presépios para ver em Alcantarilha, Alferce, Alportel, Altura, Ameixial, Barão de São João, Budens, Cacela Velha, Cachopo, Castro Marim, Cortelha, Estói, Machados, Marmelete, Martinlongo, Mesquita, Monchique, Odeleite, Paderne, Penina, Sagres, Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tôr e Vaqueiros. Na próxima Primavera, a Terra Culta divulga o filme e o livro que fixam para o futuro esta viagem ao Natal passado.
Neste sítio de São Brás de Alportel está um presépio do Menino e Cearinhas no altar da igreja. É uma tradição anterior ao século XVII ligada ao apelo à fertilidade e à abundância. Colocam-se taças com trigo a germinar junto ao altar.
Recuperar a tradição do uso da cera de colmeia é um projecto comunitário nesta aldeia de Tavira. Por isso, o presépio de figuras, de pequena escala e grande rigor artístico, foi feito com esse material.No Natal, armava-se o presépio e o Menino era colocado no topo da charola ou altarinho.
As laranjas em rama pediam graças para os pomares e searinhas de trigo, aveia, cevada e auspiciavam um bom ano de pão. Famílias reuniam-se nas casas com o presépio e recebiam as charolas que cantavam ao Deus Menino.
In Correio da Manhã
domingo, 21 de novembro de 2010
Cortiça de São Brás de Alportel serve de presente na Cimeira da NATO
Cortiça de São Brás de Alportel serve de presente na Cimeira da NATO
São Brás de Alportel, Faro, 16 nov (Lusa) - Sessenta gravatas em pele de cortiça, matéria prima extraída dos sobreiros algarvios, vão ser distribuídas...
Cortiça de São Brás de Alportel serve de presente na Cimeira da NATO
São Brás de Alportel, Faro, 16 nov (Lusa) - Sessenta gravatas em pele de cortiça, matéria prima extraída dos sobreiros algarvios, vão ser distribuídas pelos chefes de Estado e de Governo que visitam Portugal no âmbito da Cimeira da NATO, que decorre na próxima sexta-feira e sábado.
"Os presentes são uma oferta Pelcor e é uma forma de promover a marca portuguesa e a cortiça algarvia a nível internacional", declarou Sandra Correia, proprietária da empresa Pelcor, que tem sede em São Brás de Alportel, garantindo que "o Governo não teve custos com as lembranças".
Em declarações à agência Lusa, Sandra Correia explicou que "todos os chefes de Estado e de Governo vão receber gravatas em pele de cortiça, dentro de um copo concebido para o efeito e gravado com o escudo português".
As chefes de Estado, como Angela Merkel (Alemanha), e outras responsáveis políticas vão receber, por seu lado, a "Summit Bag", malas da Pelcor em forma de baú, "concebidas exclusivamente para as líderes mundiais, numa edição limitada de oito unidades", sendo o interior forrado com as cores da bandeira portuguesa e marcado com o escudo português", adiantou Sandra Correia.
O presidente dos EUA, Barack Obama, vai receber, além da gravata, um guarda-chuva de cortiça e uma coleira para o seu cão d'água, uma raça portuguesa.
Uma coleira e uma trela com brilhantes swarosky foram concebidas especialmente para o "Bo", que terá o escudo português, um "P" de Pelcor e o nome gravados, explicou a mentora da ideia.
Com estas ofertas, a proprietária da Pelcor pretende demonstrar que é possível fazer quase tudo em cortiça, contribuindo para a "sustentabilidade do sector industrial português, para a floresta portuguesa e para a notoriedade do país".
Produtos de design luxuosos concebidos a partir da casca de sobreiro como chapéus de chuva, bolsas de cosmética, relógios de pulso, aventais, malas a tiracolo, sacos de compras, bolsas para moedas, carteiras para homem e para cartões de visita são alguns dos objetos amigos do ambiente que estiveram expostos recentemente no Museu de Arte Moderna (MoMA) em Nova Iorque e em Tóquio.
O negócio corticeiro da família Correia começou em 1935, no centro do Algarve, região considerada o berço da melhor cortiça do mundo.
A NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foi fundada em 4 de abril de 1949 na sequência da assinatura em Washington do Tratado do Atlântico Norte.
A aliança militar dos países ocidentais, numa Europa dividida por diferenças políticas e ideológicas, pretendia contrariar o "perigo do expansionismo" da então União Soviética.
CCM.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
São Brás de Alportel, Faro, 16 nov (Lusa) - Sessenta gravatas em pele de cortiça, matéria prima extraída dos sobreiros algarvios, vão ser distribuídas...
Cortiça de São Brás de Alportel serve de presente na Cimeira da NATO
São Brás de Alportel, Faro, 16 nov (Lusa) - Sessenta gravatas em pele de cortiça, matéria prima extraída dos sobreiros algarvios, vão ser distribuídas pelos chefes de Estado e de Governo que visitam Portugal no âmbito da Cimeira da NATO, que decorre na próxima sexta-feira e sábado.
"Os presentes são uma oferta Pelcor e é uma forma de promover a marca portuguesa e a cortiça algarvia a nível internacional", declarou Sandra Correia, proprietária da empresa Pelcor, que tem sede em São Brás de Alportel, garantindo que "o Governo não teve custos com as lembranças".
Em declarações à agência Lusa, Sandra Correia explicou que "todos os chefes de Estado e de Governo vão receber gravatas em pele de cortiça, dentro de um copo concebido para o efeito e gravado com o escudo português".
As chefes de Estado, como Angela Merkel (Alemanha), e outras responsáveis políticas vão receber, por seu lado, a "Summit Bag", malas da Pelcor em forma de baú, "concebidas exclusivamente para as líderes mundiais, numa edição limitada de oito unidades", sendo o interior forrado com as cores da bandeira portuguesa e marcado com o escudo português", adiantou Sandra Correia.
O presidente dos EUA, Barack Obama, vai receber, além da gravata, um guarda-chuva de cortiça e uma coleira para o seu cão d'água, uma raça portuguesa.
Uma coleira e uma trela com brilhantes swarosky foram concebidas especialmente para o "Bo", que terá o escudo português, um "P" de Pelcor e o nome gravados, explicou a mentora da ideia.
Com estas ofertas, a proprietária da Pelcor pretende demonstrar que é possível fazer quase tudo em cortiça, contribuindo para a "sustentabilidade do sector industrial português, para a floresta portuguesa e para a notoriedade do país".
Produtos de design luxuosos concebidos a partir da casca de sobreiro como chapéus de chuva, bolsas de cosmética, relógios de pulso, aventais, malas a tiracolo, sacos de compras, bolsas para moedas, carteiras para homem e para cartões de visita são alguns dos objetos amigos do ambiente que estiveram expostos recentemente no Museu de Arte Moderna (MoMA) em Nova Iorque e em Tóquio.
O negócio corticeiro da família Correia começou em 1935, no centro do Algarve, região considerada o berço da melhor cortiça do mundo.
A NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foi fundada em 4 de abril de 1949 na sequência da assinatura em Washington do Tratado do Atlântico Norte.
A aliança militar dos países ocidentais, numa Europa dividida por diferenças políticas e ideológicas, pretendia contrariar o "perigo do expansionismo" da então União Soviética.
CCM.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
sábado, 13 de novembro de 2010
A história do Museu do Trajo de S. Brás de Alportel
Amália Madeira Martins, natural de S. Brás de Alportel e radicada em Sintra, acaba de defender, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, de Lisboa, a sua tese de mestrado intitulada Génese, Inovação e Futuro Uma Experiência em Museologia Social O caso do Museu do Trajo de S. Brás de Alportel.
Orientada pelo Doutor Mário Moutinho, Amália Martins apresenta aí a história deste museu, analisando a sua situação presente e apontando directrizes para a sua futura actuação no seio da comunidade em que se insere.
José d'Encarnação
Orientada pelo Doutor Mário Moutinho, Amália Martins apresenta aí a história deste museu, analisando a sua situação presente e apontando directrizes para a sua futura actuação no seio da comunidade em que se insere.
José d'Encarnação
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Lenda de S. Martinho

São Martinho de Tours era filho de um Tribuno e soldado do exército romano. Nasceu e cresceu na cidade de Sabaria, Panónia (atual Hungria), em 316, sob uma educação da religião dos seus antepassados, deuses mitológicos venerados no Império Romano, aos 10 anos de idade, entrou para o grupo dos catecúmenos (aqueles que estão se preparando para receber o baptismo). Aos 15 anos de idade, e contra a própria vontade, teve de ingressar no exército romano e dirigir-se para a Gália (região na actual França). Aos 18 anos abandonou o exército pois o cristianismo não comportava mais suas funções militares. Foi baptizado por Hilário, bispo da cidade de Poitiers. Morreu no dia 8 de novembro de 397. Sua festa é comemorada no dia 11, data em que foi sepultado na cidade de Tours.
Venerado como São Martinho de Tours ele tornou-se no primeiro Santo não mártir a receber culto oficial da Igreja e tornou-se um dos Santos mais populares da Europa medieval.
O famoso episódio do manto:
Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França. Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessaruma serra muito alta, os Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.
Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.
De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola. Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar.
Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre. Nesse momento… as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom. É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho!
Venerado como São Martinho de Tours ele tornou-se no primeiro Santo não mártir a receber culto oficial da Igreja e tornou-se um dos Santos mais populares da Europa medieval.
O famoso episódio do manto:
Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França. Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessaruma serra muito alta, os Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.
Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.
De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola. Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar.
Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre. Nesse momento… as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom. É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Património Cultural - Gastronomia...
Também a gastronomia é património cultural e assim o consigna a Resolução do Conselho de Ministros nº 26/2000, de 26 de Julho, em que se afirma expressamente ser a gastronomia portuguesa considerada «como um bem imaterial integrante do património cultural de Portugal». E por isso ali se determina, entre outras acções, que se faça «um levantamento do receituário tradicional português, em toda a sua diversidade, evidenciando-se os aspectos que o singularizam» e se promovam «concursos locais, regionais e nacionais de gastronomia».
Assim, de 16 de Novembro a 31 de Janeiro, decorreu entre nós a iniciativa «São Brás com tempero», a pôr a par da I Quinzena Gastronómica «Sabores do Caldeirão», realizada de 1 a 15 de Abril do ano passado.
«Sopas com galinha, açordas, migas com entrecosto, javali, ensopado de borrego e de galo, feijão com repolho, carapaus alimados» foram alguns dos petiscos que o são-brasense e os forasteiros visitantes puderam apreciar.
Iniciativa de muito louvar, pois adverte Fialho de Almeida que a independência de um país pode começar a perder-se quando forem desaparecendo os «petiscos raros, sábios, finos, verdadeira sinfonia de sabores sempre sublime» que são como «monumentos locais».
E Boaventura Sousa Santos acentua a importância da gastronomia no contexto cada vez mais absorvente da globalização:
«À medida que se globaliza o hamburguer ou a pizza, localiza-se o bolo de bacalhau português ou a feijoada brasileira, no sentido de que serão cada vez mais vistos como particularismos típicos da sociedade portuguesa ou brasileira».
Publicado em «VilAdentro», de S. Brás de Alportel, nº 134 (Março 2010) p. 10.
Assim, de 16 de Novembro a 31 de Janeiro, decorreu entre nós a iniciativa «São Brás com tempero», a pôr a par da I Quinzena Gastronómica «Sabores do Caldeirão», realizada de 1 a 15 de Abril do ano passado.
«Sopas com galinha, açordas, migas com entrecosto, javali, ensopado de borrego e de galo, feijão com repolho, carapaus alimados» foram alguns dos petiscos que o são-brasense e os forasteiros visitantes puderam apreciar.
Iniciativa de muito louvar, pois adverte Fialho de Almeida que a independência de um país pode começar a perder-se quando forem desaparecendo os «petiscos raros, sábios, finos, verdadeira sinfonia de sabores sempre sublime» que são como «monumentos locais».
E Boaventura Sousa Santos acentua a importância da gastronomia no contexto cada vez mais absorvente da globalização:
«À medida que se globaliza o hamburguer ou a pizza, localiza-se o bolo de bacalhau português ou a feijoada brasileira, no sentido de que serão cada vez mais vistos como particularismos típicos da sociedade portuguesa ou brasileira».
Publicado em «VilAdentro», de S. Brás de Alportel, nº 134 (Março 2010) p. 10.
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